Viagens a serviço

Todo deslocamento de um servidor ou colaborador federal para trabalhar fora da cidade onde está lotado é registrado, pago e publicado. É um dos poucos gastos públicos em que dá para ver quem viajou, para onde, por quanto tempo e quanto custou — e, por isso mesmo, um dos mais consultados.

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Diária e passagem: os dois custos de uma viagem

A passagem paga o transporte até o destino e de volta — na maior parte dos casos, aérea. Adiária é um valor por dia fora da sede que cobre hospedagem, alimentação e deslocamento urbano. As regras de concessão de diárias na administração federal civil estão no Decreto nº 5.992/2006; os valores variam conforme o cargo e o destino, e são maiores no exterior. Militares seguem regras próprias.

Uma viagem típica tem as duas coisas. Quando falta uma delas, costuma haver uma explicação: viagem sem diária pode ter tido hospedagem e alimentação custeadas por quem convidou; viagem sem passagem pode ter sido feita em veículo oficial. O registro também traz outros gastos reembolsados ao viajante, como seguro e taxas.

Como uma viagem chega ao registro público

Cada viagem nasce de uma proposta de concessão de diárias e passagens (a PCDP), aberta no sistema do governo federal para esse fim (o SCDP). A proposta diz quem vai, para onde, por quê e por quantos dias, e passa por aprovação antes da emissão das passagens e do pagamento das diárias. O Portal da Transparência publica essas propostas em arquivos anuais, separados em quatro partes: a viagem, os trechos percorridos, as passagens emitidas e os pagamentos feitos.

É dessa última parte que este site tira os valores. As colunas de valor da própria viagem vêm zeradas com frequência no arquivo oficial, mesmo quando há pagamento registrado; somar os pagamentos dá o custo real.

O que o registro não mostra

Parte das viagens aparece com o destino substituído por "informações protegidas por sigilo". Quase todas são do Ministério da Justiça e Segurança Pública, onde estão as polícias federais: a lei permite restringir informação cuja divulgação comprometa atividades de investigação e segurança. O valor pago continua público; o destino e o motivo, não. Nas comparações deste site, essas viagens entram no gasto e na contagem, mas ficam fora dos rankings de destino.

O registro também não diz se a viagem foi necessária. Ele mostra o motivo declarado, mas avaliar se o deslocamento se justificava é trabalho de controle interno e externo, não de uma planilha.

Como comparar órgãos sem cair em armadilhas

O órgão que mais gasta com viagens não é necessariamente o que mais desperdiça. Órgãos com atuação em campo — fiscalização ambiental, polícia, defesa, universidades com campi espalhados — viajam por natureza. Por isso as páginas de órgão deste site comparam três coisas diferentes, e não só o total:

Viagens canceladas ou sem pagamento registrado são contadas à parte e não entram nas médias: incluí-las diluiria o custo médio com zeros.

De onde vêm os dados

Os números vêm dos arquivos de viagens a serviço publicados pela Controladoria-Geral da União no Portal da Transparência, carregados aqui sem alteração de valor. Cada página informa a data da carga. Detalhes de como os dados são tratados estão na página de metodologia.

Última revisão: 30/09/2026.