Transferências da União
Boa parte do dinheiro que a União arrecada não é gasta por ela: vai para estados, municípios e entidades, que executam a política na ponta. Este guia explica os tipos de transferência, por que alguns municípios recebem mais por habitante e o que os números deste site mostram.
Ver o painel de transferências · para um município, busque o nome no campo do topo da página
Os tipos de transferência
- Constitucionais e royalties. Repasses obrigatórios, definidos pela Constituição ou por lei, sem escolha do governo: o Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e o dos Estados (FPE), formados por parte do Imposto de Renda e do IPI; a complementação da União ao Fundeb; a cota do IPI dos estados exportadores; o ITR; e os royalties do petróleo, da mineração e das hidrelétricas.
- Legais e específicas. Repasses fixados em lei para uma finalidade, em geral fundo a fundo: o dinheiro do SUS para os fundos municipais e estaduais de saúde, a merenda escolar (PNAE), o Dinheiro Direto na Escola (PDDE), o transporte escolar, a assistência social.
- Voluntárias. Convênios, contratos de repasse e emendas parlamentares, em que a União escolhe o projeto e o ente que vai executá-lo.
O arquivo da fonte junta as duas últimas numa categoria só ("Legais, Voluntárias e Específicas"); o site segue essa divisão.
Quem recebe
O favorecido é quem recebe o crédito: a prefeitura, um fundo municipal (de saúde, de assistência social), o governo do estado, uma escola por meio do seu conselho escolar, uma entidade sem fins lucrativos ou, em subvenções econômicas, uma empresa. Nas páginas de município, conta tudo o que foi pago a favorecidos daquele município.
Por que municípios pequenos recebem mais por habitante
O FPM é dividido por faixas de população, e as faixas favorecem as cidades menores: um município de 5 mil habitantes recebe muito mais por habitante que uma capital. Por isso as páginas de município comparam cada cidade com a média dos municípios do mesmo estado, e o texto avisa quando a diferença vem dessa regra.
Cuidados ao comparar
- A fonte completa os meses mais recentes depois: em setembro de 2026, o arquivo do mês saiu sem nenhuma transferência constitucional. Por isso as análises usam o último ano completo, e os números do ano corrente aparecem só em tabela, como parciais.
- Os valores são nominais, sem correção pela inflação.
- Transferência não é tudo o que o governo federal gasta num lugar: salários de servidores federais, benefícios pagos direto às famílias (veja benefícios) e obras contratadas pela União ficam de fora.
De onde vêm os dados
Do arquivo de transferências publicado pela Controladoria-Geral da União no Portal da Transparência, um por mês desde 2014. Favorecidos que receberam menos de R$ 100 mil no mês aparecem somados por município. Mais detalhes na metodologia.
Última revisão: 04/10/2026.